Mostrando postagens com marcador texto apresentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto apresentação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

I Festival Palco Giratório marca a história da cultura paraibana *

Poetas, atores, dançarinos, coreógrafos, diretores, palhaços, franceses e brasileiros, músicos, fantasmas, bonecos.

Todos esses personagens e tantos outros foram protagonistas de um importante capítulo na história da cultura paraibana que se encerrou no último dia 30 para, bem como no teatro, abrir novamente as cortinas em uma próxima oportunidade.

O Serviço Social do Comércio da Paraíba está comemorando hoje os resultados do I Festival Palco Giratório Sesc Paraíba, que trouxe ao nosso estado mais de cem apresentações artísticas de teatro, dança e música, e movimentou as cidades de Campina Grande e João Pessoa nos últimos 30 dias.

Pela primeira vez na história, o maior festival de circulação das artes cênicas chegou à Paraíba com força total. Porém, o Palco Giratório, projeto nacional que visa difundir o teatro e a dança, trouxe mais do que espetáculos ao nosso estado; trouxe com ele o estímulo, a necessidade e o reconhecimento às dificuldades que a Paraíba atravessa no mundo das artes. Por sua vez, a Paraíba respondeu ao estímulo com excelência e maturidade, e a prova está nos aplausos dos quase 50 mil espectadores que puderam passear pelas cidades, parando sempre onde havia alguma apresentação e se maravilhando com um dos maiores projetos teatrais em nível mundial.

“Decidir receber o Festival Palco Giratório nesse momento difícil que o país atravessa, mesmo tendo consciência do alto investimento, é a maior prova que acreditamos no potencial da cultura para o desenvolvimento e crescimento intelectual da Paraíba”, destacou o presidente do Sistema FECOMÉRCIO/SESC/SENAC Marconi Medeiros.

O ideal do projeto Palco Giratório é circular, difundir e promover um intercâmbio cultural nunca antes experimentado no nosso país, e desde sua criação, em 1998, ele vem cumprindo seu objetivo de forma exemplar. Por onde ele passa, mobiliza a cidade e faz os espectadores respirarem cultura por alguns instantes.

Na Paraíba, além dos palcos de teatros, como o Santa Roza, o Festival fez circular a cultura por praças, ruas, escolas, restaurantes, instituições, centros culturais e outros locais, onde, mais do que as pessoas irem ao teatro, o teatro poderia ir às pessoas.

A Praça da Bandeira, a Fundação Suellen Carolini e a Universidade Federal (em Campina Grande), além da Escola Piollin, do Ponto dos Cem Réis e do Sesi, em João Pessoa, foram durante os últimos 30 dias palcos de pura expressão cultural, seja ela popular ou erudita, antiga ou nova, drama ou comédia, infantil ou adulto, ou ainda todos esses ao mesmo tempo.

E quem pensa que o Palco Giratório mobiliza apenas a cultura, engana-se. O projeto esquentou a economia da Paraíba através da movimentação em hotéis e pousadas, restaurantes, gráficas, setor de transporte, etc, além da criação de inúmeros empregos temporários gerados em função da necessidade técnica de um projeto desta magnitude. “Todos os dias de setembro eu estava na porta do Sesc com clientela certa”, comemora o taxista Antônio Ferreira, um dos milhares de beneficiados indiretamente com o projeto na cidade de Campina Grande.

Para o presidente Marconi Medeiros, é uma prova de que o Sesc vai mais além na promoção de desenvolvimento ao nosso estado. “É preciso considerar que além de romper as fronteiras, o projeto movimenta toda a cidade e contribui não apenas para o desenvolvimento cultural, mas também econômico”, afirma.

Ao lado do Sesc, a Paraíba iniciou este ano um capítulo fundamental em resposta às dificuldades culturais encontradas até hoje, apesar do nosso estado ser considerado nacionalmente um celeiro de talentos do teatro e da dança.

Alguns nomes, a exemplo dos veteranos Luiz Carlos Vasconcelos, Soia Lira e Zezita Matos ou do novato André Morais (que está representando a Paraíba nacionalmente com o espetáculo Diário de Um Louco) contribuem todos os dias para que o nosso estado ganhe a visibilidade que merece por todo o Brasil. O I Festival Palco Giratório Sesc Paraíba é a mais concreta prova de que, no caminho da cultura, finalmente a Paraíba está no rumo certo.

__________________________
* Texto produzido pela Assessoria de Comunicação - Sistema Fecomércio e divulgado no site do SESC PB

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Festival Palco Giratório girou na Paraíba

Apresentações de teatro, música e dança multiplicadas por 30. Tudo isso regado diariamente a muita dedicação de todos que fizeram o evento, a aplausos, curiosidade e encanto vindos da platéia que compareceu ao Cine Teatro do SESC Centro, Palácio das Artes Suellen Carolini e Praça da Bandeira.

Espetáculos de todo o país, giraram em palcos e praça. Dança, música e teatro em plena Praça da Bandeira, chegou a presentear mais de 30 mil espectadores. No teatro do SESC o Festival fez girar arte local e nacional, com público assíduo, em média 10 mil pessoas.

Já no Palácio das Artes Suellen Carolini, o público infantil, de escolas municipais e estaduais, que chegou a mais de 4 mil, se deleitou com o melhor da produção teatral para crianças. Assim pode ser resumido o I Festival Palco Giratório SESC Paraíba, que além de tudo isso recebeu o projeto “Gira França”, com o teatro moderno francês, no ano da França no Brasil.

Neste mês de setembro, em Campina Grande, um público estimado em 50 mil pessoas pôde acompanhar, assim como em João Pessoa, aos mais diversos tipos de linguagens das artes cênicas além de prestigiar os projetos Sete Notas e Sonora Brasil. 

A dança de diversos grupos folclóricos, cia. de ballet e dança-teatro de Campina Grande também esteve presente, na Praça da Bandeira, levando a diversidade de ritmos ao público presente em cada apresentação. Mais de 80 espetáculos se espalharam por Campina Grande e levaram a cada pessoa, que atenta assistia, dos oito aos oitenta anos de idade.

Além disso, o setor comercial e econômico também ficou bastante movimentado. “Eu sou taxista e todas as noites estava na porta do SESC, com clientela certa, vamos sentir falta” disse Antônio Ferreira. O setor hoteleiro, restaurantes e comércio em geral receberam benefícios e renda.

O SESC Paraíba agradece aos parceiros: SESC Rio Grande do Norte, Palácio das Artes Suellen Carolini, Gráfica Artexpress, Epgraf, Shamar pró-áudio estúdio de gravação e Teatro Municipal Severino Cabral. Agradecemos de forma especial a todos os meios de comunicação que nos apoiaram em tão grandioso evento cultural.

Fecham-se as cortinas em Campina Grande e João Pessoa. Nos veremos no próximo Palco Giratório.
 
Bom espetáculo a todos!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Apresentação do Palco Giratório SESC Paraíba *

Nos últimos anos, o SESC Paraíba se tornou uma das principais instituições incentivadoras e realizadoras das demandas do movimento artístico paraibano, oferecendo ao comerciário, ses dependentes e ao público em geral novas opções no campo da produção cultural.

Decidir receber o Festival Palco Giratório, nesse momento difícil que o país atravessa, mesmo tendo a consciência do alto investimento, é a maior prova que acreditamos no potencial da cultura para o desenvolvimento e crescimento intelectual da Paraíba.

Os paraibanos devem se orgulhar porque o SESC é uma entidade que apoia e difunde as Artes Cênicas. Através longa trajetória, o Palco Giratório se consolidou como o maior projeto de Circulação de Artes Cênicas do Brasil, abrindo fronteiras, criando territórios para dialogar com as diferentes regiões do país, repeitando suas diversidades culturais.

Mas nem só de apresentações, oficinas, debates, seminários vive o Palco Giratório. É preciso que se considere que além de romper as fronteiras para integrar as regiões, o projeto movimenta toda a cidade: restaurantes, hotéis, transportes, gráficas, além da criação de empregos temporários para vários técnicos das diversas áreas das artes.

Na prática, isso representa que o SESC (um dos braços sociais da Fecomércio) contribui para o desenvolvimento, não só do cultural, mas também econômico do estado.
Acreditamos que com a realização do I Festival Palco Giratório SESC Paraíba, nós estaremos inserindo o nosso Estado, dentro de um patamar, onde o conhecimento e a distribuição dos bens culturais é o principal vetor da política cultural realizada pela Instituição.

A Paraíba pode ter certeza que o SESC, ao presentear nossa região com o I Festival Palco Giratório, faz com enorme consciência da sua responsabilidade com o desenvolvimento cultural e o respeito à cidadania.
__________________________________
* Texto de Marconi Medeiros - Presidente do Sistema Fecomércio/ SESC/ Senac-PB

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Apresentação Palco Giratório *

O teatro foi introduzido no Brasil através do padre jesuíta Jose de Anchieta, que utilizou a capacidade de mobilização coletiva de representação e de pantomima como forma de superar a barreira comunicativa entre as línguas latinas e o tupi-guarani para viabilizar sua missão de catequizar povos indígenas.

Espalhando-se por todo o continente, o teatro expandiu também suas fronteiras temáticas, desvinculando-se da exclusiva filiação ao sagrado que o caracterizou em seus primórdios no Brasil - o teatro jesuítico - e construindo uma forte identidade com o profano.

No século XIX, já com os horizontes ampliados e personalidades importantes como o autor Martins Pena e o ator João Caetano, as manifestações cênicas proliferaram de norte a sul do país, e o pluralismo passou a ser uma marca dos muitos 'teatros brasileiros'.

Na década de 1950, o teatrólogo e paladino do teatro Paschoal Carlos Magno realizou, por iniciativa e recursos próprios, sete edições do Festival Nacional de Teatro de Estudantes, levando o teatro ao interior do Brasil.

Na década de 1970 e 80, o Projeto Mambembão, através do extinto Serviço Nacional de Teatro/STN, teve proposta inversa mas complementar: trazer aos grandes centros urbanos as produções realizadas inclusive nos lugares mais recôndigos do país.

Há onze anos - desde 1998 - a pluralidade do teatro brasileiro é celebrada e multiplicada sob a ótica caleidoscópica do Palco Giratório, um projeto nacional gerido pela rede do SESC que, a cada giro, reinventa os territórios físicos e imateriais da cultura brasileira aproximando eixos, desconstruindo fronteiras, apresentando ao Brasil os diferentes 'brasis' - dando de certa forma continuidade e intensificando as importantes ações de Paschoal Carlos Magno e do SNT.

Com o Palco Giratório celebramos o diverso, o avesso, o processo, com seus matizes de linguagens, técnicas, estéticas, poéticas; o treino do olhar, da escuta, da educação dos sentidos. Essa ação coletiva, alimentada pela adesão de crescente dos departamentos regionais do SESC em todo o Brasil, só se materializa - como o próprio fazer teatral e o fenômeno cênico em si - a partir da presença do outro, daquele que observa, assiste, participa. São milhares de pessoas que acompanham e participam desse palco Brasil afora, ou melhor: Brasil adentro.

A gestão compartilhada do projeto contribui para a construção de uma política de desenvolvimento, transformação, propagação e descentralização das artes cênicas no Brasil. Agentes - curadores/ gestores espalhados por todos os estados - estão atentos à diversidade das propostas de trabalho apresentadas que, integradas à rede de teatros do SESC - a maior da América Latina -, fazem a capilaridade de um dos diferenciais do projeto.

Em 2009, comemorando o seu décimo segundo ano, o Palco Giratório conta na sua programação com 16 grupos de várias regiões do Brasil, contemplando diversas linguagens cênicas. Nesta edição, espetáculos franceses participarão dentro do Ano França/ Brasil.

Ao todo, são 920 ações previstas ao longo do ano, entre apresentações oficinas, debates e intercâmbios. Uma proposta que vai além da simples circulação de espetáculos: veicula processos e pensamentos, distribui e capta conhecimentos.

________________________________________

* Texto dos curadores

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PALCO GIRATÓRIO: A força da diversidade

O SESC é atualmente conhecido como um dos principais agentes de difusão das artes cênicas no Brasil, mantendo-se fiel ao compromisso de promover a melhoria da qualidade de vida do trabalhador do comércio de bens, serviço e turismo. E, quando ultrapassa fronteiras territoriais, o papel transformador da produção cultural, exaltado em suas ações e projetos, assume proporções inusitadas.

Por perceber na diversidade a riqueza de nossas raízes culturais, o SESC apóia manifestações artísticas que contribuem para a liberdade de expressão e da criação, bem como estimula a realização de projetos de interesse público que contemplem a democratização da arte brasileira. Coerente com esses princípios, a Instituição criou há onze anos o projeto Palco Giratório, o circuito de artes cênicas - único do gênero no país - que mostra o Brasil para o Brasil.

A inspiração adveio do questionamento do SESC acerca das dificuldades de acesso aos saberes, informações e tecnologias - próprios à produção artística - que, de um modo geral, na maioria das localidades brasileiras tês contribuído para imitar ou tornar as manifestações culturais reiterativas de fórmulas ou formas já desgastadas.

Diante disso desse cenário, o projeto Palco Giratório permitiu, ao longo de sua trajetória, que todas as regiões do país participassem de uma rede de distribuição e recepção de bens culturais, conjulgando atividades formativas e de fruição. Hoje consolidado como iniciativa das mais relevantes para a cultura no país, o projeto apresenta a arte genuína, regional, rica na sua brasilidade, uma mistura de sotaques com a marca da diversidade.

Assim é o Palco Giratório: um amplo agregador de bens culturais diversos; conjunto de atividades composto por apresentações artísticas, oficinas, palestras, intercâmbios, festivais de artes e mostra de arte e de cultura que muda o cotidiano das cidades por onde passa.

___________________________________
* Texto de Maron Emile Abi-Abib (Diretor-geral do Departamento Nacional do SESC PB)